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quarta-feira, setembro 19, 2007

Sporting 0-1 Manchester United



O Sporting caiu em Alvalade com uma cabeçada de Cristiano Ronaldo, no golo mais silencioso da noite europeia. O extremo juntou as mãos em jeito de pedido de desculpa, depois de se ter constituído como o principal arquitecto de uma vitória cínica do Manchester United. A equipa de Paulo Bento bateu-se de forma digna, mas nunca conseguiu materializar o domínio que teve na maior parte do jogo, com destaque para a exibição de Miguel Veloso no centro do terreno.
O Sporting entrou a jogar de peito feito, autoritário, como Paulo Bento tinha pedido, tirando proveito do muito espaço que o Manchester United ofereceu nos primeiros minutos. Com Cristiano Ronaldo e Nani bem abertos nas alas, Carrick demasiado recuado, Scholes e Giggs, apesar dos muitos anos de experiência, não conseguiam travar o futebol curto dos leões, com o losango a impor-se na zona central do relvado. Um tiro de Romagnoli, um «nó» de Moutinho sobre Scholes e um novo remate de Izmailov entusiasmaram as bancadas. No entanto, o aparentemente domino dos leões não se reflectia em reais oportunidades de golo, uma vez que, lá atrás, a equipa de Old Trafford estava bem organizada e não cedia espaços.
Mas, a verdade, é que Alex Ferguson não estava a gostar do que estava a ver e pediu aos portugueses do Manchester que se afastassem das linhas laterais para ajudar a equipa a recuperar a bola e o jogo tornou-se mais equilibrado. Só à passagem da meia-hora é que se voltou a sentir alguma emoção, primeiro num remate inesperado de Liedson que sofreu um desvio no corpo de Ferdinand e quase traiu Van der Sar que ainda conseguiu desviar a bola com a ponta dos dedos para a grande defesa da noite. Logo a seguir o primeiro calafrio em Alvalade quando Rooney escapou pela zona central e assistiu Nani na esquerda. Valeu Tonel que anulou o remate do antigo companheiro. Uma falha de Polga permitiu mais um arranque de Rooney, desta vez acompanhado por Ronaldo e Giggs. O central brasileiro redimiu-se e recuperou a tempo de anular o cruzamento do galês. Um livre de Ronny e mais um pontapé de longe de Romagnoli, levavam o Sporting para o intervalo com mais posse de bola (53%) e como a equipa mais rematadora, com nove remates contra três do Manchester.
Com a Roma em vantagem sobre o Dínamo Kiev, o nulo de Alvalade interessava pouco às duas equipas e, talvez por isso, o jogo começou mais aberto e com menos cerimónias. Paulo Bento não demorou a trocar Izmailov, em noite de pouco acerto, por Vukcevic, enquanto, no lado do Manchester, Carrick subiu no terreno para se encostar a Miguel Veloso, soltando Scholes para o apoio ao ataque. Uma mudança que criou maiores desequilíbrios e não tardou a traduzir-se em golo. Rooney atraiu a defesa leonina para a esquerda, antes de combinar com Scholes que encontrou Wes Brown totalmente livre no lado contrário. Com tempo para decidir, o lateral cruzou com precisão para a entrada fulgurante de Cristiano Ronaldo que fugiu à marcação de Abel e bateu Stojkovic, em mergulho, de cabeça.
Um golo difícil de digerir. A equipa de Alvalade demorou a reorganizar-se, enquanto Paulo Bento arriscava tudo, abdicando primeiro de Romagnoli para juntar Purovic a Djaló e Liedson e, depois, de Ronny para reequilibrar o meio-campo com Bruno Pereirinha. Os leões passavam a defender com três, ficando Pereirinha e Vukcevic a fechar os flancos. Alex Ferguson, mais satisfeito, limitou-se a refrescar a equipa, trocando Rooney por Saha e Giggs por Anderson. Já com mais coração do que com cabeça, o Sporting investiu com o consentimento das bancadas. Tonel,de cabeça, obrigou Van der Sar a mais uma defesa de grau elevado, com Djaló a falhar na recarga. Neste quadro, Cristiano Ronaldo encontrou finalmente espaço na sua ala e quase que ofereceu o segundo do Manchester a Saha.
Ainda houve tempo para a uma enorme salva de palmas para Cristiano Ronaldo, rendido por Tévez, antes do apito final quando as bancadas ainda rejubilavam com a vontade que a equipa deixou em campo.

em: maisfutebol.iol.pt